Estudos apresentados na Unicamp traçam sequelas da Covid-19 no cérebro

Estudos apresentados na nona edição do Congresso BRAINN indicam que mesmo os casos leves da COVID-19 podem ter efeitos secundários no cérebro, com potenciais manifestações neuropsiquiátricas como ansiedade, melancolia, fadiga e sonolência, além de reduzir o bem-estar, a saúde e a capacidade laboral. O instituto responsável pelo evento é o Instituto de Pesquisa em Neurociência e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão apoiado pela FAPESP localizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e membro do BRAINN, Clarissa Yasuda, enfatiza o aumento dos níveis de ansiedade e melancolia em pessoas que testaram positivo para COVID-19. Um estudo apresentado no evento mostrou que pacientes com COVID prolongada apresentam atrofia da matéria cinzenta e um padrão generalizado de hiperconectividade cerebral. Embora desconhecido quanto tempo essas mudanças duram ou qual é o seu significado biológico, estudos sugerem uma possível disfunção cognitiva associada à sintomas de ansiedade e melancolia.

As análises de ressonância magnética cerebral indicam áreas comuns de atrofia da matéria cinzenta nas diferentes cepas examinadas (alfa, delta, gama e zeta) do SARS-CoV-2, como o lobo frontal e o sistema límbico. Além disso, os resultados mostram uma piora na memória verbal em pacientes com todas as cepas estudadas pelo grupo.

Capacidade laboral

O estudo relacionou a persistência de sintomas neuropsiquiátricos como sonolência excessiva, fadiga e sintomas de melancolia e ansiedade à capacidade laboral entre os sobreviventes de COVID-19. Em uma primeira etapa, um grupo homogêneo de trabalhadores bancários com características laborais, rotinas e níveis educacionais semelhantes respondeu a um questionário conhecido como o Índice de Capacidade Laboral (WAI), que monitora a capacidade laboral. Após alguns meses de acompanhamento, 62,5% ainda apresentavam WAI reduzida.

Esses estudos alertam sobre as possíveis consequências neuropsiquiátricas da COVID-19 e a urgência de tratamentos específicos para reduzir tanto a carga individual quanto os custos econômicos das sequelas da doença no cérebro. Ainda é necessário intensificar as pesquisas para elucidar a duração dessas mudanças e seus significados em termos biológicos.

Notícia
Estudos apresentados na nona edição do Congresso BRAINN indicam que mesmo os casos leves da COVID-19 podem ter efeitos secundários no cérebro, com potenciais manifestações neuropsiquiátricas como ansiedade, melancolia, fadiga e sonolência, além de reduzir o bem-estar, a saúde e a capacidade laboral.
O instituto responsável pelo evento é o Instituto de Pesquisa em Neurociência e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão apoiado pela FAPESP localizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Clarissa Yasuda, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e membro do BRAINN, enfatiza o aumento dos níveis de ansiedade e melancolia em pessoas que testaram positivo para COVID-19.
Um estudo apresentado no evento mostrou que pacientes com COVID prolongada apresentam atrofia da matéria cinzenta e um padrão generalizado de hiperconectividade cerebral.
As análises de ressonância magnética cerebral indicam áreas comuns de atrofia da matéria cinzenta nas diferentes cepas examinadas (alfa, delta, gama e zeta) do SARS-CoV-2, como o lobo frontal e o sistema límbico.
Os resultados mostram uma piora na memória verbal em pacientes com todas as cepas estudadas pelo grupo.
Um grupo homogêneo de trabalhadores bancários com características laborais, rotinas e níveis educacionais semelhantes respondeu a um questionário conhecido como o Índice de Capacidade Laboral (WAI), que monitora a capacidade laboral. Após alguns meses de acompanhamento, 62,5% ainda apresentavam WAI reduzida.
Esses estudos alertam sobre as possíveis consequências neuropsiquiátricas da COVID-19 e a urgência de tratamentos específicos para reduzir tanto a carga individual quanto os custos econômicos das sequelas da doença no cérebro.
Ainda é necessário intensificar as pesquisas para elucidar a duração dessas mudanças e seus significados em termos biológicos.

Com informações do site G1.

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